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Câncer de Próstata

A Urologia é a especialidade médica que trata das patologias do sistema reprodutor masculino e do aparelho urinário masculino e feminino.

Embora o câncer de próstata seja, provavelmente, o tumor maligno masculino mais divulgado na mídia, o Urologista é o profissional médico habilitado a diagnosticar, indicar a melhor opção de tratamento e fazer o seguimento de outras doenças malignas importantes como o câncer de bexiga, câncer de rim, câncer das glândulas adrenais (também conhecidas por supra-renais), câncer de ureter ou de pélvis renal, que podem acometer ambos os sexos, bem como os cânceres de pênis, testículo e próstata, apenas do sexo masculino.

O que é a próstata?

A próstata é uma glândula do tamanho e forma de uma noz. Localiza-se abaixo da bexiga, logo à frente do reto e envolve a parte inicial da uretra, o canal por onde a urina armazenada na bexiga é eliminada ao meio exterior.

Qual é a função da próstata?

Como parte do sistema reprodutor masculino, a próstata produz boa parte do sêmen, fluído rico em nutrientes que tem importante papel na fertilidade do homem, preservando o equilíbrio necessário para a viabilidade dos espermatozóides.

Câncer de próstata

O câncer de próstata é atualmente o tumor maligno mais comum em homens acima de 50 anos de idade (apenas alguns tipos de câncer de pele não melanoma são mais freqüentes), sendo que a grande maioria dos pacientes tem mais de 65 anos. É mais freqüente em negros e representa a segunda causa de morte por câncer em países desenvolvidos. No Brasil, foram diagnosticados cerca de 70.000 casos novos durante o ano de 2014, e mais de 13.000 homens morreram em decorrência desta doença no mesmo ano.
Embora o câncer de próstata apresente geralmente uma evolução lenta, alguns tipos deste tumor são de crescimento rápido e agressivo podendo ter um prognóstico dramático.
Com o envelhecimento, erros genéticos podem surgir no DNA das células prostáticas, dando origem ao câncer. As células tumorais se dividem mais, apresentam um crescimento agressivo e mais rápido que as células normais, tendendo a ultrapassar os limites da próstata, invadir os tecidos e órgãos vizinhos, e atingir inclusive, outros órgãos distantes da próstata, especialmente os ossos. As células tumorais também criam mecanismos de escapar à morte celular, processo natural que ocorre nas células normais.

Quem está sujeito a ter câncer de próstata?

De forma geral, 1 a cada 6 homens terá câncer de próstata durante a vida.
É mais freqüente em indivíduos acima de 65 anos.
É 2 vezes mais freqüente em negros que em brancos ou asiáticos.
É 2 a 7 vezes mais freqüente naqueles que tiverem um ou mais parentes de primeiro grau com diagnóstico de câncer de próstata antes dos 60 anos de idade.

Quais os sintomas do câncer de próstata?

O câncer de próstata, em seus estágios iniciais, pode não apresentar qualquer sintoma. Em certos casos observa-se sangue no esperma. Pode haver sintomas relacionados à doença avançada, como dor nas costas, pernas e quadris, devido à disseminação do câncer para os ossos.
É comum a presença de sintomas da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) patologia benigna que provoca diminuição da força do jato miccional, aumento da freqüência das micções, necessidade de urinar durante a noite, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e urgência para urinar. A HPB não é maligna e não se transforma em câncer, mas pode coexistir com o câncer.

É possível evitar o câncer de próstata?

Embora muitos estudos tenham tentado demonstrar que alguns tipos de alimentos, vitaminas, minerais antioxidantes e certos fármacos poderiam exercer um efeito protetor contra o câncer de próstata, até o momento, baseado em dados científicos de alto nível, não há prevenção contra o câncer de próstata, não é conhecida uma forma de evitá-lo.
As evidências científicas demonstram que o envelhecimento é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata. Há dados que sugerem que uma dieta com alto teor de gordura animal pode estar envolvida com o câncer de próstata, assim como o sedentarismo e a obesidade, especialmente aquela com aumento da circunferência abdominal.

O câncer de próstata é transmissível?

Não é transmissível nem contagioso.

Quem deve fazer a “prevenção” do câncer de próstata?

As recomendações atuais da Sociedade Brasileira de Urologia e da Associação Européia de Urologia, sugerem que o rastreamento para câncer de próstata deverá iniciar:
Aos 50 anos de idade OU aos 45 anos de idade, no caso de indivíduos negros ou se houver histórico de parentes de primeiro grau com câncer de próstata diagnosticado antes dos 60 anos de idade.

Como se faz a “prevenção” do câncer de próstata?

Não é possível prevenir o câncer de próstata, assim, é fundamental a detecção precoce da doença, em estágios iniciais, em que o câncer pode ser curado.
Atualmente, dois exames são essenciais para a esta avaliação visando distinguir os homens saudáveis daqueles suspeitos de serem portadores de câncer. Estes exames são:

1. Dosagem, no sangue, do PSA
2. Exame da próstata através do toque retal

O PSA

O PSA, sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico, é uma proteína produzida pela próstata. Sua função é a liquefação do coágulo seminal, ou seja, tornar líquido o fluído viscoso que é o sêmen após a ejaculação, e assim, liberar os espermatozóides contidos no fluído seminal, sendo portanto importantes na fertilidade. O PSA é produzido pela próstata normal e pode ser encontrado no tecido prostático, no sêmen e na corrente sanguínea, podendo ser dosado no sangue. O PSA não é um marcador de câncer, mas sim um monitor de doenças prostáticas. Pode estar alterado em doenças benignas como prostatites (inflamações/infecções da próstata), tumores benignos (Hiperplasia Prostática Benigna – HPB) e no câncer da próstata. As alterações de PSA, geralmente são diferentes nas patologias benignas daquelas encontradas no câncer.
Há um grupo de pacientes que embora apresente uma dosagem de PSA normal, TEM câncer de próstata, portanto, apenas a realização do exame de PSA não é suficiente para uma adequada avaliação prostática. Um urologista bem treinado poderá, após um completo exame clínico, incluindo o exame retal da próstata, fazer um diagnóstico preciso.

O toque retal

Embora infelizmente ainda visto com preconceito por muitos, na atualidade não há qualquer exame que possa substituir, com a mesma eficiência, o toque retal. O toque bem realizado é um exame que dura poucos segundos, é indolor e permite avaliar o tamanho da próstata, seus limites, sua mobilidade, sua consistência e a presença de nódulos suspeitos de câncer. Desta forma pode-se diferenciar próstatas benignas daquelas suspeitas de apresentarem um tumor maligno. Existe um grupo de pacientes que, mesmo com toque sem alterações suspeitas, podem apresentar câncer. Quando o toque não é suspeito e o PSA é normal, a chance de existir câncer é insignificante.

Como se faz o diagnóstico do câncer de próstata?

Se, após uma consulta com o urologista, houver suspeita de câncer de próstata, seja por alterações detectadas no toque retal, alteração no exame de PSA, história clínica suspeita ou associação destes fatores, o médico solicitará uma biópsia da próstata (biópsia transretal da próstata) para confirmação diagnóstica.

Biópsia transretal da próstata

A biópsia prostática é um procedimento através do qual pequenos fragmentos de tecido prostático são coletados para, posteriormente, serem estudados ao microscópio por um médico patologista. Através de um pequeno aparelho de ultrassom, introduzido no reto, acopla-se uma fina agulha flexível que alcançará a próstata colhendo fragmentos para exame. O ultrassom orienta o examinador a colher fragmentos prostáticos das regiões onde o câncer se apresenta com maior freqüência, uma vez que o tumor não é visível ao exame. Em casos selecionados, a ressonância nuclear magnética da pelve masculina poderá ajudar no direcionamento de uma nova biópsia.

Como é tratado o câncer de próstata? Pode ser curado?

O câncer de próstata é uma doença complexa. Pode ser de baixa, intermediária e alta agressividade, pode estar somente na próstata, avançado localmente ou disseminado com metástases para outros órgãos. Uma vez confirmado o diagnóstico pela biópsia, o médico poderá solicitar exames de “estadiamento” como tomografia, ressonância magnética e cintilografia óssea, com a finalidade de descobrir em que estágio o câncer está.
O tratamento dependerá do estágio em que a doença se encontra (localizada, localmente avançada ou disseminada), mas também agressividade específica daquele tumor, da idade do paciente, das condições clínicas que ele apresenta e da presença e gravidade de outras doenças associadas.
Entre os tratamentos clássicos, comprovadamente eficazes para câncer de próstata, encontram-se:


Cirurgia:
Conhecida como prostatectomia radical, que é a remoção de toda a próstata, vesículas seminais e os gânglios linfáticos para onde a doença pode espalhar. A cirurgia pode ser realizada de forma convencional por via aberta, por laparoscopia pura através de pequenos orifícios na parede abdominal, ou por laparoscopia com o auxílio de um robô (da Vinci).


Radioterapia:
A radioterapia pode ser externa, em 3 dimensões (3D conformal) ou com intensidade modulada de feixe (IMRT) mas também pode ser através de implantes temporários ou permanentes de elementos radioativos dentro da próstata, a chamada braquiterapia.


• Hormonioterapia:
O câncer de próstata depende dos hormônios masculinos, os andrógenos, para crescer e se multiplicar. O bloqueio destes hormônios é uma estratégia de tratamento do câncer de próstata.


• Vigilância ativa:
Em casos selecionados, o câncer pode existir sem que entretanto, cause um grande mal ao paciente. Nestas situações pode ser possível seguir o paciente em intervalos pré-definidos com exames clínicos, dosagens de PSA , toque retal e novas biópsias de próstata. Se, no seguimento controlado destes pacientes, houver sinais de piora nos parâmetros de agressividade tumoral, a estratégia terapêutica poderá ser alterada.

Cada opção terapêutica tem uma indicação precisa, bem como complicações e seqüelas conhecidas. É importante saber que os tratamentos podem ser realizados sozinhos ou associados, em diferentes combinações e sequências. O melhor tratamento é individualizado à condição específica de cada paciente, de forma a oferecer a melhor condição de erradicar o câncer, com o menor grau de agressão ao paciente.

O câncer de próstata é completamente curável se diagnosticado precocemente.

Diga não ao preconceito, diga sim a vida!

Dr. Hamilton de Campos Zampolli
Médico Urologista
CRM 62512

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