Câncer de Esôfago e Estômago

Câncer de Esôfago

Informações do Oncoguia

O que é?

O câncer do esôfago se origina na mucosa e se estende para a submucosa e para a camada muscular. Existem dois tipos principais de câncer de esôfago: carcinoma de células escamosas e adenocarcinoma.
O carcinoma de células escamosas se inicia nas células escamosas, podendo ocorrer em qualquer lugar ao longo do esôfago. Os cânceres que se iniciam nas células glandulares são denominados adenocarcinomas, e ocorrem principalmente no esôfago inferior.
Os cânceres que se iniciam na área de junção do esôfago com o estômago tendem a se comportarem como cânceres do esôfago, e são agrupados como câncer de esôfago.

Fatores de Risco

Um fator de risco é algo que afeta sua chance de adquirir uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns como fumar, por exemplo, podem ser controlados; no entanto outros não, por exemplo, idade e histórico familiar. Embora os fatores de risco possam influenciar o desenvolvimento do câncer, a maioria não causa diretamente a doença. Algumas pessoas com vários fatores de risco nunca desenvolverão um câncer, enquanto outros, sem fatores de risco conhecidos poderão fazê-lo.

Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter a doença. Muitas pessoas que contraem a doença podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer de esôfago tem algum fator de risco, muitas vezes é muito difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

Fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver câncer de esôfago:

Idade - A chance de contrair câncer de esôfago aumenta com a idade. Menos de 15% dos casos são diagnosticados em pessoas menores de 55 anos.

Tabagismo e Alcoolismo - O uso de produtos do tabaco, como cigarros, charutos, cachimbos e tabaco de mascar, é um importante fator de risco para câncer de esôfago. Pessoas que fumam um ou mais maços de cigarros por dia em um risco dobrado de adenocarcinoma de esôfago, do que uma pessoa não fumante. O consumo de álcool também aumenta o risco de câncer de esôfago. A chance de contrair câncer de esôfago aumenta com o maior consumo de álcool. O álcool aumenta o risco de câncer de esôfago de células escamosas mais do que para o adenocarcinoma.

Obesidade - As pessoas acima do peso ou obesas têm uma maior chance de ter adenocarcinoma de esôfago. Isto é em parte explicado pelo fato de que os obesos são mais propensos a ter refluxo gastroesofágico.

Dieta - Uma dieta rica em frutas e vegetais está associada a um menor risco de câncer de esôfago. As razões exatas para isso não estão claras, mas as frutas e vegetais fornecem uma série de vitaminas e minerais que podem ajudar a prevenir o câncer. Por outro lado, certas substâncias na dieta aumentam o risco de câncer, por exemplo, uma dieta rica em carne processada pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento de câncer de esôfago. Beber líquidos muito quentes com frequência pode aumentar o risco de câncer de esôfago de células escamosas.

Exposição Ocupacional - A exposição ocupacional a vapores químicos pode levar a um aumento do risco de câncer de esôfago, por exemplo, exposição aos solventes usados para a limpeza a seco.

Lesão no Esôfago - Soda cáustica é um agente corrosivo encontrada em produtos de limpeza industrial e doméstica, como limpeza de drenagem, que provoca uma grave queimadura química no esôfago. À medida que a lesão cura, a cicatriz pode causar um estreitamento no esôfago. Pessoas com essa condição têm maior incidência de câncer de esôfago de células escamosas, o que geralmente ocorre décadas após a ingestão do produto.

Prevenção

A maioria dos casos de câncer de esôfago não pode ser evitada, mas existem algumas maneiras de reduzir o risco de desenvolver a doença. Uma forma é evitar os fatores de risco, como:

Tabagismo e Alcoolismo

O consumo de álcool e tabaco são importantes fatores de risco para o câncer de esôfago. Cada um destes fatores por si só aumenta o risco da doença em muitas vezes, o risco é ainda maior se forem combinados. Evitar o tabaco e o álcool é uma das melhores formas de limitar o risco de câncer de esôfago.

Dieta e Peso Corporal

Uma dieta rica em frutas e vegetais pode ajudar a proteger contra o câncer de esôfago. A obesidade tem sido associada à doença, particularmente do tipo adenocarcinoma, logo manter um peso saudável pode ajudar a limitar o risco de doença.

Refluxo ou Esôfago de Barrett

Tratar as pessoas com refluxo previne o câncer de esôfago e o esôfago de Barrett. Muitas vezes, o refluxo é tratado com medicamentos, como omeprazol, lansoprazol ou esomeprazol. A cirurgia também pode ser uma opção para o tratamento do refluxo.

Diagnóstico

O médico poderá solicitar um hemograma completo, para verificar a presença de anemia, que pode ser causada por sangramento digestivo e um exame de sangue oculto nas fezes.

Se o câncer do esôfago é diagnosticado, o médico poderá solicitar outros exames, especialmente se a cirurgia for uma das opções de tratamento. Por exemplo, exames de sangue para garantir que o fígado e a função renal estão normais; exames da função pulmonar para verificar algum problema respiratório: e, eletrocardiograma para avaliar o funcionamento do coração.

Tratamento

Independente do estadiamento do câncer de esôfago, a escolha do tratamento mais adequado para cada paciente depende de alguns fatores, como localização e estágio do tumor, idade, estado geral de saúde e preferências pessoais do paciente.

Os principais tratamentos para o câncer de esôfago são cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia alvo e tratamento endoscópio. Alguns destes tratamentos também podem ser realizados como tratamento paliativo quando a doença não pode ser removida. O objetivo do tratamento paliativo é aliviar os sintomas, como dor e problemas de deglutição.

Dependendo do estágio da doença e do estado de saúde geral do paciente, diferentes opções de tratamento podem ser administradas isoladamente ou em combinação. Com base nestas opções, a equipe multidisciplinar pode incluir: médicos oncologistas, cirurgiões, gastroenterologistas, radioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, enfermeiras, entre outros.


Câncer de Estômago

O que é?

O câncer de estômago, é também conhecido como câncer gástrico. O câncer de estômago se desenvolve lentamente ao longo de muitos anos. Antes do aparecimento do câncer propriamente dito, alterações pré-cancerosas ocorrem no revestimento interno do estômago (mucosa). Estas alterações precoces raramente causam sintomas e, portanto, muitas vezes passam despercebidas.

Os cânceres que começam em diferentes partes do estômago podem provocar sintomas diferentes e podem ter resultados diferentes. A localização do tumor também pode afetar as opções de tratamento, por exemplo, os tumores que se iniciam na junção gastroesofágica são estadiados e tratados da mesma forma que os cânceres de esôfago. Um tumor que começa na cárdia do estômago, mas depois acomete a junção gastroesofágica também é estadiado e tratado como câncer de esôfago.

Fatores de Risco

Um fator de risco é algo que afeta sua chance de adquirir uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns como fumar, por exemplo, podem ser controlados; no entanto outros não, por exemplo, idade e histórico familiar. Embora os fatores de risco possam influenciar o desenvolvimento do câncer, a maioria não causa diretamente a doença. Algumas pessoas com vários fatores de risco nunca desenvolverão um câncer, enquanto outros, sem fatores de risco conhecidos poderão fazê-lo.

Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter a doença. Muitas pessoas com a enfermidade podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer de estômago tem algum fator de risco, muitas vezes é difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

Fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver câncer de estômago:

Gênero - O câncer de estômago é mais comum em homens do que em mulheres.

Idade - Existe um aumento acentuado na incidência de câncer de estômago em pessoas com mais de 50 anos. A maioria das pessoas é diagnosticada entre os 60 e 80 anos.

Linfoma de Estômago - As pessoas que foram tratadas para linfoma do estômago, têm um risco aumentado de adenocarcinoma de estômago. Provavelmente porque esse linfoma é causado por infecção por H pylori.

Dieta - Pessoas com dietas ricas em alimentos defumados, peixes salgados e carne e vegetais em conserva, têm um risco aumentado de câncer de estômago. Nitratos e nitritos são substâncias comumente encontradas em carnes curadas, que podem ser convertidas por certas bactérias, como o H. Pylori, em compostos que causam câncer de estômago em animais. Por outro lado, comer frutas e verduras frescas parece diminuir o risco da doença.

Exposição Ocupacional - Trabalhadores nas indústrias de carvão, metal e borracha parecem ter um risco maior de desenvolver câncer de estômago.

Deficiência Imunológica - Pessoas com imunodeficiência têm um risco aumentado para câncer de estômago. O sistema imunológico de pessoas com deficiência imunológica muitas vezes não produz anticorpos suficientes em resposta aos germes. As pessoas com deficiência imunológica têm infecções frequentes, bem como outros problemas de saúde, incluindo gastrite atrófica e anemia perniciosa. Elas também são mais propensas a ter linfoma gástrico e câncer de estômago.

Prevenção

Dieta, Nutrição, Peso Corporal e Atividade Física

Acredita-se que a diminuição dos casos de câncer de estômago nas últimas décadas é devido aos novos hábitos alimentares adquiridos pelas pessoas. Isso inclui um maior uso de sistemas de refrigeração para o armazenamento dos alimentos. Para reduzir o risco, as pessoas devem evitar dietas ricas em alimentos defumados e carnes salgadas e peixes em conserva.
É recomendado manter um peso saudável ao longo da vida, equilibrando a ingestão de calorias com atividade física. Além de possíveis efeitos sobre o risco de câncer de estômago, a perda de peso também pode ter um efeito sobre o risco de vários outros tipos de câncer e problemas de saúde.

Evitar o Consumo de Tabaco

O tabagismo pode aumentar o risco de câncer de estômago proximal (porção do estômago mais próxima ao esófago). O tabagismo aumenta o risco de muitos outros tipos de câncer e é responsável por cerca de um terço de todas as mortes por câncer.

Para as Pessoas de Alto Risco

Apenas uma pequena porcentagem de cânceres de estômago são causados pela síndrome de câncer gástrico difuso hereditário. Mas, é muito importante reconhecer isso, porque a maioria das pessoas que herda essa condição, eventualmente, terá câncer de estômago. Pessoas com forte histórico familiar de câncer de estômago devem investigar a possibilidade de ter a doença o mais precocemente possível. Se o histórico familiar sugere que uma pessoa pode ter a doença, é recomendada a realização dos exames genéticos. Se o exame mostra que a pessoa tem uma forma anormal do gene CDH1, muitos médicos sugerem que o estômago seja retirado antes que o câncer se desenvolva.


Diagnóstico

Durante a consulta o médico fará perguntas sobre seu histórico clínico completo, incluindo informações sobre os sintomas apresentados, possíveis fatores de risco, histórico familiar, e outras condições clínicas, para avaliar se algo pode sugerir câncer de estômago. Será realizado um exame físico completo, incluindo uma avaliação cuidadosa da região abdominal para detectar possíveis sinais da doença ou outros problemas de saúde.

Se os sinais e sintomas apresentados sugerirem que o paciente possa ter câncer de estômago, serão solicitados exames de imagem, de laboratório e biópsias, para confirmação diagnóstica e estadiamento da doença.

Tratamento

Os principais tipos de tratamento para o câncer de estômago são cirurgia, quimioterapia, terapia alvo e radioterapia. Em muitos casos, uma combinação desses tratamentos pode ser utilizada.

Em função das opções de tratamento definidas para cada paciente, a equipe médica deverá ser formada por especialistas, como gastroenterologista, oncologista, cirurgião e radioterapeuta. Mas, muitos outros profissionais poderão estar envolvidos durante o tratamento, como, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e psicólogos.

É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com o médico, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.